Diocese de São João da Boa Vista     Caconde - SP

 

 

SUMO PONTÍFICE

 

 

 

Sua Santidade Papa Bento XVI

 

 

Infância e Juventude

 

    Joseph Ratzinger nasceu em 16 de abril de 1927 em Marktl am Inn, na Baviera, Alemanha, filho de um oficial de polícia contrário ao regime nazista. Em 1937 o seu pai reformou-se e a família muda para Traunstein. Quando fez 14 anos (1941), Joseph aderiu à Juventude Hitleriana e, de acordo com o seu biógrafo John Allen, não era um membro entusiasta. A pertença à juventude hitleriana para crianças alemãs era oficialmente obrigatória desde 1938 até o fim do terceiro Reich em 1945. Ele recebeu gratuidade escolar devida à pertença a esse grupo, mesmo não participando de seus encontros, graças à amizade com um professor de matemática filiado ao partido Nacional Socialista, que lhe deu aula no seminário.

 

Serviço Militar

 

    Em 1943, com 16 anos, foi incorporado com muitos dos seus colegas numa divisão da Wehrmacht encarregue da bateria de defesa anti-aérea da fábrica da BMW nos arredores de Munique. Fez treino básico de infantaria e foi colocado na Hungria, onde armadilhou minas de defesa anti-tanque até fugir em Abril de 1944 (arriscando-se à pena de morte).

    Ratzinger é dispensado do serviço militar em novembro de 1944 por motivos de saúde não declarados, permanecendo até as forças aliadas invadirem a Alemanha. Entrega-se e chega a ser preso por um curto período. Em 1945 foi detido num campo aliado para prisioneiros de guerra em Ulm, sendo libertado em Junho.

Início da vida religiosa

    Com o irmão, Georg Ratzinger, Joseph entrou num seminário católico. Em 29 de Junho de 1951, foram ambos ordenados sacerdotes pelo Cardeal Faulhaber de Munique. A sua dissertação (1953) versou o tema de Santo Agostinho, e uma segunda foi elaborada sobre São Boaventura.

    Ratzinger foi professor na Universidade de Bona (Bonn) entre 1959 e 1963, transferindo-se para a Universidade de Münster. Em 1966, toma a cátedra de Teologia dogmática na Universidade de Tübingen, onde foi colega de Hans Küng e confirmou uma certa visão tradicionalista como oposição às tendências marxistas dos movimentos estudantis dos anos 60. Em 1969 regressa à Baviera, para lecionar na Universidade de Regensburg (Ratisbona).

    No Segundo Concílio do Vaticano (1962 1965), Ratzinger assistiu como peritus (especialista em teologia) o Cardeal Joseph Frings de Colónia. Foi também quem apresentou a proposta da realização da missa em língua local em vez do latim.

Ascenção a bispo e cardeal

    Joseph foi nomeado em março de 1977 Arcebispo de Munique e Cardeal no dia 27 de Junho de 1977 (pelo Papa Paulo VI)

    Em 1981, Ratzinger foi apontado como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé pelo Papa João Paulo II, cargo que manteve até ao falecimento do seu antecessor. Foi designado bispo-cardeal da Sé Episcopal de Velletri-Segni em 1993, e tornou-se Decano do Colégio Cardinalício em 2002, tornando-se o bispo titular de Ostia. Foi um dos homens mais influentes no Vaticano e próximo ao Papa João Paulo II.

    Durante vinte e três anos (no período do Papa João Paulo II), foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, (forma como o Tribunal da Santa Inquisição passa a ser chamado a partir de 1908).

    Ratzinger foi e é um dos mais poderosos integrantes da Cúria Romana. Ele era um velho amigo de João Paulo II e compartilhava das posições ortodoxas do Papa. O ex-frei Leonardo Boff, brasileiro, um dos expoentes da Teologia da Libertação, teve voto de silêncio imposto por Ratzinger em 1985 devido às suas posições políticas marxistas.

 

Ratzinger torna-se Bento XVI

                                                        

        Aos 78 anos, Joseph Cardeal Ratzinger é eleito papa pelo colégio de cardeais. O conclave foi um dos mais rápidos da história, tendo apenas 4 votações e duração de apenas 26 horas.

 

Eleição

    Às 17h50 do dia 19 de Abril de 2005 (hora do Vaticano), fumo branco saía da chaminé na Capela Sistina. Cerca de quinze minutos depois, às 18h04, soavam os sinos da Basílica de São Pedro. O nome do cardeal alemão foi anunciado cerca das 18h40 locais, da varanda da Basílica de São Pedro, onde o novo Papa surgiu minutos depois, aclamado por milhares de pessoas que preenchiam a Praça de São Pedro, o coração do Vaticano.

Primeira declaração

    Em resposta a esse anúncio, sua primeira declaração ao público, depois de sagrado Papa, segue:

    "Queridos irmãos e irmãs:  Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, um simples, humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o fato de que o Senhor sabe trabalhar e atuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio em vossas orações. Na alegria do Senhor ressuscitado, confiados em sua ajuda permanente, sigamos adiante. O Senhor nos ajudará. Maria, sua santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado."

 

O nome "Bento"

 

    A escolha do nome Bento é uma provável homenagem ao último papa a adotar o nome Bento, que foi o italiano Giacomo della Chiesa, entre 1914 e 1922. Conhecido como o "Papa da paz", Bento XV tentou, sem sucesso, negociar a paz durante a Primeira Guerra Mundial. Seu pontificado foi marcado por uma reforma administrativa da igreja, possuindo um caráter de abertura e de diálogo.

Além disso, São Benedito (26 de março de 1748 - 16 de abril de 1783), morreu no mesmo dia que Joseph Ratzinger nasceu, 16 de abril.

    Alguns analistas, como dom Antônio Celso de Queirós, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), relacionam a adoção do nome Bento com a atuação de São Bento de Núrsia (480-547), fundador da ordem beneditina e padroeiro da Europa. Após as invasões bárbaras, os mosteiros de São Bento foram responsáveis pela manutenção da cultura latina e grega e pela evangelização da Europa. A escolha do nome deste Santo representaria, portanto, que uma das prioridades do papado de Bento XVI será a "recristianização da Europa".

    Em sua 1ª audiência geral, o Papa confirmou que a escolha de seu nome foi uma homenagem ao Papa Bento XV e a São Bento de Núrsia.

 

Ordenações episcopais

 

O Papa Bento XVI foi o principal sagrante dos bispos indicados abaixo:

 

 

Antes do pontificado:

Obras publicadas

  • Dominus Iesus. Loyola, 2000.

  • O sal da terra. Imago, 1997.

  • A Igreja e a nova Europa. Verbo (Brasil), 1994.

  • Eschatology. Catholic University, 1989.

  • Introduzione al Cristianismo. Queriniana Editrice, 2003.

  • La comunione nella Chiesa. San Paolo Edizioni, 2004.

  • Fede, verita e tolleranza. Cantagalli, 2003.

  • Il cammino pasquale. Ancora, 2000.

  • João Paulo II. 2000.

 

 

 

 

Voltar

 

 

 

     Todos os direitos reservados!