Diocese de São João da Boa Vista     Caconde - SP

 

 

 

 QUADRO DAS PRINCIPAIS PERSONALIDADES HISTÓRICAS E ILUSTRES DE CACONDE

 

Capitão Pedro Franco Quaresma

O Capitão Pedro Franco Quaresma é citado nos documentos modernos como o "descobridor" das terras em que se localiza o atual município de Caconde. Pedro Franco Quaresma entrou no "Sertão do Rio Grande" em 1755. A 7 de outubro de desse mesmo ano, a Câmara de Jundiaí tomou posse da paragem chamada "Borda do Mata" (situado no atual Município de Mococa), descoberto de minas de ouro, pelo mesmo Pedro Franco Quaresma, também descobridor do Arraial de Jacuí nesse mesmo ano. Estava ele assim, bem próximo da região de Caconde, sendo citado nos documentos modernos como o descobridor da região de Caconde.

Sargento Jerônimo Dias Ribeiro

 

O Sargento Jerônimo Dias Ribeiro foi um grande homem e sertanista, é também uma das figuras mais importantes na História antiga de Caconde. A primeira notícia da descoberta de ouro no Bom Sucesso, foi dada pelo Sargento Jerônimo Dias Ribeiro, em 20 de agosto de 1765 a D. Luís Alexandre de Souza Menezes, governador de Santos. Foi provavelmente em outubro desse mesmo ano, que se efetuou a posse do descoberto por parte de São Paulo, através do Capitão Inácio da Silva Costa. Ele faleceu em 18 de julho de 1808, no bairro de São Mateus.

Capitão Inácio Preto de Morais

 Inácio Preto de Morais foi o "descobridor" de ouro na Barra do Bom Jesus. Precedeu a Jerônimo Dias Ribeiro no comando do Registro de São Mateus. Faleceu em 21 de janeiro de 1798.

Padre Francisco Bueno de Azevedo

O Padre Francisco Bueno de Azevedo é o primaz fundador de Caconde, ele fundou em 02 de março de 1775, a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Bom Sucesso do Rio Pardo, atual cidade de Caconde. Sabe-se que o Padre Francisco Bueno de Azevedo estava em São Paulo antes de ir para o Sertão do Rio Pardo, onde, por ordem de Dom Manuel da Ressurreição, 3º Bispo de São Paulo, fundou a 2 de março de 1775 (segundo o primeiro livro de Batizados aberto nesta data) a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Bom Sucesso do Rio Pardo. Era natural de São Paulo, nasceu por volta de 1735 ou 1736, sendo filho de Maria Albuquerque e João do Prado Azevedo, descendia da família de Amador Bueno que foi aclamado rei de São Paulo em 1º de abril de 1641, e que rei não quis ser. Provavelmente depois de ter ser enfermado, faleceu em 1789.  O Padre Francisco era um incansável ministro de Deus, sua paróquia tinha um raio de mais de cem léguas e ele a percorria integralmente.

Alferes Manoel Alves Moreira Barbosa

e

Capitão Alexandre Luis de Melo

 

Foi iniciativa do alferes Manoel Alves Moreira Barbosa e do Capitão Alexandre Luís de Melo (pai do Padre Carlos Luis de Melo) o pedido de restauração da antiga Freguesia do Bom Sucesso e a de construção e provisão da Nova Igreja Matriz (no local onde se encontra hoje). Em 29 de fevereiro de 1820 eles enviaram uma carta ao capitão-mor de Mogi-Mirim, José dos Santos Cruz, pedindo seu patrocínio para a obtenção de licença e provisão da nova Matriz.

Manoel Alves Moreira Barbosa, tomando posse perante a Câmara de Mogi-Mirim, em  20 de janeiro de 1836, como vice-prefeito foi a primeira autoridade municipal de Caconde. Também foi um dos primeiros a entrar na região de Caconde depois da decadência da velha Freguesia de 1775, acompanhou de perto a evolução da ideia de reerguer-se a povoação. Faleceu em Caconde no dia 16 de junho de 1875.

Miguel da Silva Teixeira

e

Maria Antônia dos Santos

Miguel da Silva Teixeira e Maria Antônia dos Santos foram os doadores do Patrimônio para a edificação da Igreja Matriz e atual cidade de Caconde.

Miguel nasceu por volta de 1758, foi batizado na Capela de Santo Antônio do Rio das Mortes (Município de São João Del Rei). Casou-se em 15 de junho de 1783 na Ermida de São João Nepomuceno com Maria Antônia dos Santos, nascida cerca de 1760 em Lavras. No dia 28 de dezembro de 1822, na Fazenda do Bom Jesus, o casal, faz a doação de um quarto de légua em quadra (na légua antiga de 6.600 metros ou 3.000 braças são 51, 5 alqueires de 48.000 m² - na légua atual de 6.600 metros, são 103 alqueires) à Padroeira Nossa Senhora da Conceição, para o Patrimônio da construção da Nova Matriz e restauração da Freguesia. Os doadores possuíam 1.022 alqueires. Miguel da Silva teve o mérito de ser o doador do Patrimônio, seu nome devia estar incluído entre os que assinaram a petição para restauração da Freguesia, é ele um dos fundadores e não o único fundador.

Maria Antônia dos Santos faleceu em 12 de julho de 1833, em Caconde e Miguel da Silva Teixeira casou-se em segundas núpcias com Maria Felizarda de Oliveira e provavelmente veio a falecer em 1842, ou 1843, em Caldas. Ao falecer Miguel era proprietário da Fazenda do Engano, além do Rio Pardo.

Padre Carlos Luiz de Melo

O Padre Carlos Luiz de Melo foi um dos restauradores, no ano de 1820, da antiga Freguesia de Caconde. Padre Carlos era natural da Freguesia de Nossa Senhora do Pilar de São João Del Rei, onde foi batizado em 23 de novembro de 1789. Filho do Capitão Alexandre Luiz de Melo e de Ana Mariana de Jesus Pinheiro, recebeu em 30 de junho de 1820 provisão de vigário encomendado da Freguesia do Bom Sucesso e provisão de vigário da Vara da Comarca da mesma Freguesia. Mudou-se em 1830 para Cajuru e faleceu provavelmente em 1855. Foi pároco na época da Restauração da Freguesia de Caconde no local onde se encontra hoje. Segundo o historiador Comendador Umbelino a primeira missa da Restauração da Freguesia foi presidida por ele em 24 de dezembro de 1824. Também exerceu grande influência no início da vida política da cidade.

Joaquim da Silva

"Guerra"

Joaquim da Silva (alcunhado com apelido de “Guerra”), cujo o mesmo diziam ser parente de Miguel da Silva, ficou celebrizado na história local por ser o proprietário da primeira casa construída no Patrimônio de Caconde. A edificação era de pau-a-pique, mas coberta de telhas e situava-se à margem direita do Córrego do Cemitério, no local então conhecido por Samambaia. Outras casas devem ter sidos erguidas no local, pois a água facilitava a sobrevivência.

Capitão Domiciano José de Souza

e

Vigilato José de Souza

O Capitão Domiciano José de Souza foi uma figura política de grande importância na História de Caconde, recebeu patente real de Capitão aos 23 de novembro de 1824, faleceu a 28 de outubro de 1861, era proprietário da Casa Grande da Soledade e irmão de Vigilato José de Souza (que foi juiz de paz em Caconde em 1834 e falecido em 15 de novembro de 1875), os dois devem ter assinado a petição para a restauração da Freguesia de Caconde e devem ter assistido a Missa do Natal de 1824 em Caconde. Foi sepultado na primitiva Capela do Cemitério de Caconde.

Manuel Augusto Alves Barbosa

 Manuel Augusto Alves Barbosa ficou celebrizado na história local, como o primeiro a exercer a medicina em Caconde no ano de 1865.

Major Joaquim Pereira de Souza

 

O Major Joaquim Pereira de Souza foi o fundador da primeira escola para o sexo masculino em Caconde em 2 de agosto de 1893. Esta escola começou a funcionar na sala da casa de Domiciano de Souza Dias

Professores Bernardino de Almeida Gouveia e

Eufrosina Eugênia de Almeida

O Professor Bernardino de Almeida Gouveia e a Professora Eufrosina Eugênia de Almeida ficaram celebrizados na História de Caconde, por  terem tomado posse, em 2 de setembro de 1867, como os primeiros professores públicos de Caconde. Segundo documentos, ainda lecionavam na Vila de Caconde em 21 de outubro de 1869. Bernardino Gouveia ainda ficou  conhecido como o primeiro advogado que se tem notícia em Caconde embora, não fosse formado. O primeiro advogado cacondense formado foi o Dr. Nicolau Fanuele.

Comendador José Umbelino Fernandes Júnior

O Comendador José Umbelino Fernandes Júnior  é talvez, a figura mais interessante de toda a História de Caconde. O livro Memória da Cidade de Caconde diz em uma de suas notas: "A “Revista Ilustrada” do Rio de Janeiro, ano 13, n.º 529, de 29 de dezembro de 1883 publica os seguintes versos, assinados pelo Padre Correia de Almeida:

 

“O governo deu comenda

por serviços relevantes

a um herói de Caconde,

herói digno de Cervantes.

Foi-lhe feita essa encomenda

 por intermédio de um Conde.

Mas quando o condecorou

até o conde corou".

 

O Comendador Umbelino era natural de Batatais, ele faleceu em Caconde em 21 de outubro de 1929. Uma das figuras mais ilustre da História de Caconde, ele fora escritor, historiador, poeta, pintor, músico, jornalista, político, escrevera para os principais jornais de São Paulo sob o pseudônimo de "Nobélium" (crônicas e artigos). Fora contra a candidatura de Floriano Peixoto. Gostava ele, de criar pássaros e possuía em sua chácara um pequeno zoológico onde os pavões era o objeto  de grande admiração das crianças.

Encontramos em nossos arquivos (Arquivos da Paróquia de Caconde), um exemplar de um antigo jornal "Cidade de Caconde", datado de 7 de novembro de 1929, que nos dá em primeira mão a notícia do seu falecimento e nos expõe um pouco mais da sua biografia:  veio para Caconde com a idade de 15 anos.  Era filho de José Umbelino Fernandes e de dona Generosa Maria Fernandes. Foi secretário da Câmara Municipal, ocupando depois os postos de tabelião, Presidente da mesma Câmara e Juiz de Paz. Mais tarde já no período republicano foi Prefeito Municipal. Advogou durante muito tempo no fórum local. No período Imperial, foi chefe do Partido Católico e esposou a causa abolicionista, sendo condecorado por Dom Pedro II com a comenda, pouco tempo depois de sua visita ao monarca, quando este esteve em Poços de Caldas. Conhecia bem o latim, inglês e francês. Seu corpo foi exposto na Câmara Municipal, onde houve visitas de personalidades importantes. Discursou no seu funeral o seu amigo de longa data e grande companheiro na carreira política o Dr. Francisco Cândido da Silva Lobo, ressaltando a personalidade nobre do Comendador e os seus feitos notáveis em favor de Caconde. No seu sepultamento, estava presente no exercício de seu sacerdócio o Vigário Padre Sebastião do Espírito Santo Lessa. Segundo o jornal, tendo falecido com a idade de 74 anos, o velho Comendador foi figura que personificou Caconde durante muito tempo. Diz o mesmo jornal, que sua vida foi um exemplo do esforço, servindo de estímulos àqueles que privados de fortuna para se elevarem na sociedade necessitam estudar sem nenhum auxílio; o Comendador estudava muito. O seu amor pela história local e pela cidade de Caconde ficará impregnado em toda a sua cronologia. Caconde para ele foi, a terra acolhedora e como nas suas próprias palavras: "a estância de sua última morada".

A sua "Polyanthéa", primeira Resenha Histórica sobre a fundação de Caconde publicada em 24 de dezembro de 1924, por ocasião do centenário da Cidade e de sua Primeira Missa, foi contemplada por Adriano Campanhole como "um trabalho de esforço e tenacidade que merecem a nossa admiração e constituem um "útil repositório de informações, porém pecando pela dispersão e falta de unidade dos dados". Segundo Campanhole, o Comendador, não costumava citar as fontes de suas citações, tendo feito recortes em vários documentos para os clichês de sua Resenha. Fiou-se também em "uns restos de tradição oral" para compô-la. O seu relato sobre a Missa do Natal de 1824 como a primeira missa de Caconde, foi mais tarde testificado por Campanhole, como sendo somente a Missa de inauguração do Altar-mor da Igreja Matriz, visto que a provisão de funcionamento da Igreja é de maio de 1824 e que pela provisão de vigário do Padre Carlos de Mello ele estava autorizado a celebrar missas em uma casa particular até a construção e e provisão de benção da nova Igreja. Cometeu também, um lapso na data da restauração de Caconde no local onde se encontra hoje, cuja provisão é de 28 de junho de 1820, dada por Dom Mateus de Abreu Pereira, Bispo de São Paulo. Segundo o historiador Adriano Campanhole, a data de 19 de março comemorada como dia da Fundação da Paróquia no Bom Sucesso vem de sua citação como o dia em que tomou posse nas funções de pároco o Padre Francisco Bueno de Azevedo.

A lei nº 38, de 18 de agosto de 1943 homenageou-o, dando a uma rua de Caconde o seu nome.

Doutor Francisco Cândido da Silva Lobo

 

O Doutor Francisco Cândido da Silva Lobo, nasceu em Salvador, Bahia em 10/10/1872 – formado aos 23 anos de idade, transferiu-se em 1897 para Caconde, onde passou a medicar. Formou-se em medicina pela Universidade da Bahia. Grande figura política em Caconde, presidiu a Câmara Municipal e exerceu o cargo de prefeito, foi presidente da Junta Governativa Republicana, pertenceu à União Operária Cacondense e mudou-se em data incerta para Guaxupé e faleceu no dia 29 de maio de 1941. Na sua administração foi ajardinada a Praça Rui Barbosa (Atual Ranieri Mazzilli) e iniciado e completado o serviço de abastecimento de água da serra dos Ciganos (1923). Foi notável também por sua grande caridade e sutileza nas relações sociais.

Coronel Gustavo Ribeiro de Ávila Júnior

 

O Coronel Gustavo Ribeiro de Ávila Júnior foi intendente municipal várias vezes e a ele devemos o primeiro serviço de abastecimento de água e o nivelamento do Largo da Matriz. A lei n.º 23, de 1 de janeiro de 1901, promulgada pelo então Capitão Gustavo Ribeiro de Ávila Júnior,  criou o asilo para os desvalidos sob o nome de “Casa da Providência”. Faleceu no dia 23 de abril de 1916 , às 17 horas. Em 1945, s Sr. Heitor Ribeiro, filho do Coronel Gustavo Ribeiro, providenciou com sua esposa D. Augusta Ribeiro a construção do Asilo que foi inaugurado em 7 de setembro deste mesmo ano e recebeu o nome do Cel. Gustavo Ribeiro. A praça do Grupo Escolar recebeu o seu nome.

Padre Roberto Landell de Moura

 

O Padre Roberto Landell de Moura foi  pároco de Caconde de 19 de julho a 14 de outubro de 1908. O Bispo de São Paulo, Dom Duarte Leopoldo concedeu-lhe em 26 de agosto de 1908, atendeu sua solicitação dando a Provisão para a benção da Capela de Nossa Senhora Aparecida. Padre Roberto benzeu e inaugurou a Capela de Nossa Senhora Aparecida no dia 8 de setembro de 1908. O Padre Landell, muito querido em Caconde, em 20 de setembro autoridades locais representaram a D. Duarte, pedindo que o vigário não fosse removido para o Rio Grande do Sul. Um documento com 82 assinaturas entre as quais a do prefeito, presidente da Câmara, vereadores, juiz de Direito, comerciantes e fazendeiros e povo em geral foi entregue ao bispo. Padre Roberto também ficou famoso no Brasil, como o inventor do transmissor de ondas sonoras, tendo conseguido patentes dos seus inventos no exterior.

Doutor Nicolau Fanuele

 

O Dr. Nicolau Fanuele era filho de Francisco Fanuele e de Leonor Fanuele. Nasceu em Caconde em 23 de agosto de 1888. Formou-se em direito em 1910, com a idade de 22 anos, foi o primeiro cacondense a obter esse laurel. Faleceu em 16 de outubro de 1914, em Gênova, Itália. Foi sepultado em São Paulo em 31 de outubro desse ano. Além de ser advogado o Dr. Nicolau se dedicou à política e ao jornalismo, tendo sido proprietário do jornal "A Tarde", que circulava no Rio de Janeiro. Parece ter escrito uma obra em italiano intitulada "Il Brasile". Seu nome foi dado à rua da lateral do edifício da Associação Atlética Caconde. Deve haver algum lapso quanto à data de nascimento do Doutor Nicolau, pois se faleceu com 26 anos, parece ter empreendido muitas realizações para um tão curto tempo de vida!!!

 

Fonte: M. L. TERESA EMÍDIO, Desenhando São Paulo: mapas e literatura, 1877-1954.

 

Padre João Miguel de Angelis

O Padre João Miguel de Angelis tomou posse como pároco de Caconde em 13 de outubro de 1910. Foi um grande pároco. Homem ativo trabalhou muito em prol de Caconde e da Paróquia. Foi ele fundador do Colégio Imaculada dirigido por irmãs religiosas e que funcionava na Casa Grande da Soledade. Também fundou a Escola Profissional "Comendador Umbelino" e uma Banda de Música. Foi também redator, do jornal “A Sentinela”. Ele reencontrou em maio de 1921 a antiga imagem de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1775, que estava desaparecida. Foi procurador diocesano na aquisição dos Patrimônios da Paróquia pela Câmara Municipal em 1912. Reformou a Igreja Matriz em 1917. Sua atividade política causou-lhe desagravos perante os líderes partidários de Caconde.  Em sessão de 13 de fevereiro de 1926, a Câmara resolveu "protestar contra o bárbaro atentado à Casa Paroquial e inserir em ata um voto de reprovação". (Na madrugada desse dia crivaram de balas sua residência, causando pânico na vizinhança). O padre João Miguel de Angelis, agindo junto aos poderes competentes e jogando com sua influência pessoal, conseguiu a remodelação do prédio do Fórum. Colaborou também para as obras da estrada que liga Caconde a Itaiquara. Devido o perigo que corria por atentados de perseguição política, solicitou sua transferência de Caconde, sendo esta ocorrida em 29 de setembro de 1929. Faleceu com o título de Cônego, no dia 20 de novembro de 1933 às 22h20 em São Simão. Muitas pessoas de Caconde acompanharam seu enterro em São Simão. A rua em frente à Santa Casa de Misericórdia recebeu seu nome pela lei nº 206, de 20 de junho de 1930.

João Augusto de Souza

O senhor João Augusto de Souza foi secretário da Câmara Municipal. Foi um funcionário diligente, colecionou todos os papéis antigos da Câmara, rubricando-os. O seu trabalho salvou documentação preciosa para a história local. Lavrou sua última ata em 5 junho de 1920.

Pedro Nicola

Pedro Nicola era natural de Mococa, grande empreendedor juntamente com seus irmãos (Irmãos Nicola). Empreendeu em 1912 a obras de construção da antiga Usina do Paradouro denominada "Santa Celida" inaugurada em 17 de agosto de 1917.

Jornalista Febrônio de Almeida

Febrônio de Almeida foi uma grande figura na história de Caconde pelo seus trabalhos jornalísticos. Pertenceu à sociedade maçônica. Foi editor do jornal "CIDADE DE CACONDE", que já circulava em 9 de julho de 1909. Foi também proprietário e colaborador de outros jornais que circularam em Caconde.

Aviador Luís Bergmann

 Luís Bergmann foi o primeiro aviador do Exército Nacional, a aterrissar em Caconde com seu pequeno avião, às 17 h 25, no Campo do União Futebol Clube, no dia 21 de setembro de 1917. Foi o piloto recebido com grandes festividades.

Maestro Vicente Cândido Júnior

O maestro Vicente Cândido Júnior foi o fundador e regente muitos anos da famosa banda de música "Santa Cecília", fundada em 1877.

Professor Antônio Fernandes Gonçalves

O Professor Antônio Fernandes Gonçalves publicou em 1933, pela tipografia Tigani, em Caconde, um livro narrando os principais fatos da Revolução Constitucionalista de 1932 em Caconde, intitulado: "Caconde e a Revolução Paulista".

José Evaristo Vilas Boas

"Zévaristo"

O livro "Caconde e a Revolução Paulista" narra o seguinte episódio sobre o Sr. José Evaristo Vilas Boas:

 

"Um aviso, de improviso

DECORRIDOS[1] poucos minutos da entrada dos paulistas, o José Evaristo Vilas-Boas, conceituado comerciante que reside al longo da estrada que conduz á usina do Parador, chega em frente ao grupo escolar a cavalo, fatigado e apreensivo, á procura do Cap. Pinheiro para comunicar-lhe que no Parador existiam cerca da 200 soldados mineiros, parecendo-lhes que vinham para aqui. Diante do improvisado acontecimento o Cap. Pinheiro, sempre risonho e calmo, solicitou reforço em São José tomando, aqui, providencias imediatas. E, dentro em breve, 2 caminhões com uma M.P. uma bombarda e cerca de 30 homens bem armados seguiram rumo ao Parador. Nessa ocasião alguns paisanos também foram. Entre eles, o Nabor Ribeiro. Grande parte da população correu para o alto da caixa dagua, afim de presenciar e ouvir, se possível, o contato dos paulistas com os ditatoriais. O Tte. Alcides Sampaio recomendou ao povo o perigo a que se expunha e tentou demove-lo do seu intento. Tudo, debalde. O Cap. Pinheiro observou, então, ao Tte. Alcides. --- Tenente, este povo é herói, deveras. Não ignora o perigo e, entretanto, afronta-o com galhardia. Chegando nas proximidades do Parador, divisaram os paulistas o inimigo. Era, porém, em número reduzido. Com um simples tiro de bombarda foram os ditatoriais dispersados, rumando para “Sapecado”. Retrocederam, por isso, os paulistas, ficando na ponte do Parador uma patrulha de 10 soldados, com o fito de guarnece-la, pois, essa ponte oferecia, como sempre, acessibilidade ampla para Minas e “Sapecado”. Voltando a Caconde, o Cap. Pinheiro ordenou ao Tenente Sodré que fosse com uma patrulha ocupar Tapiratiba, o que foi feito rapidamente".

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[1] Este fato está narrado também, no livro “Chorando e Rindo” de Cornélio Pires e em “A Venda do Zevaristo” de Clésio Roque Tardelli. José Evaristo Vilas Boas (Zevaristo),  era avô de Clésio Roque Tardelli e possuía uma venda no antigo bairro do “Quebra Machado”, local hoje, inundado pela Represa Caconde.

Coronel Joaquim José de Oliveira Martins

 

O Coronel Joaquim José de Oliveira Martins, natural de Caconde, político de renome, foi o primeiro provedor da Santa Casa. Ele faleceu em São Paulo, em 15 de dezembro de 1955. O seu corpo foi exposto no Salão Nobre da Câmara Municipal e seu sepultamento foi acompanhado por toda a população local. A lei n.º 266, de 21 de dezembro de 1955, deu à Praça Sampaio Vidal (atrás da Basílica) o nome de Praça Coronel Joaquim José de Oliveira Martins.

Francisco de Paula Maia

 

Francisco de Paula Maia era natural de Cabo Verde, foi prefeito nos anos de 1917, 1918, 1924 e 1933. Construiu o prédio do Matadouro e a ele se deve o atual relógio da Matriz e o término da construção do Largo da Matriz. Faleceu a 24 de setembro de 1950, no exercício do cargo de vereador.

Doutor Carmo Mazzilli

O Dr. Carmo Mazzilli clinicou em Caconde durante 9 anos, foi ele quem instalou a Cruz Vermelha local. Incentivou o funcionamento da Santa Casa e a criação do posto de puericultura. Faleceu a 3 de novembro de 1952. A lei nº. 174, de 9 de dezembro de 1953, deu a rua dos Caiapós o seu nome.

Doutor Pascoal Ranieri Mazzilli

O Doutor Pascoal Ranieri Mazzilli, que chegara a Presidência da República Brasileira, nasceu em Caconde, em 27 de abril de 1910 e faleceu em São Paulo 21 de abril de 1975.  Foi batizado na Igreja Matriz de Caconde em 29 de dezembro de 1910, pelo Padre João Miguel de Angelis. Fez seus primeiros estudos no Grupo Escolar Dr. Cândido Lobo em Caconde. Foi advogado, jornalista e político brasileiro, tendo sido presidente do Brasil em dois momentos durante o 17° período do Governo Republicano. O primeiro, após a renúncia do titular Jânio Quadros, e durante a ausência do Vice-Presidente João Goulart, que estava em visita oficial à República Popular da China. Neste período, Mazzilli governou o país durante 14 dias, de 25 de agosto a 8 de setembro de 1961. O segundo, após o Golpe Militar de 1964, quando governou o país por mais 13 dias, de 2 de abril a 15 de abril de 1964, quando entregou o poder ao Marechal Castello Branco. Foi enterrado em São Paulo, com honras de Chefe de Estado. Eis um pouco de sua ação política:

 Primeiro período presidencial

Na qualidade de presidente da Câmara dos Deputados, conforme previa a Constituição vigente, Ranieri Mazzilli assumiu a presidência da República em 25 de agosto de 1961, em virtude da renúncia de Jânio Quadros e da ausência do vice-presidente João Goulart, que se encontrava em missão na China. Nessa ocasião, os ministros militares do governo Jânio - general Odílio Denys, da Guerra; brigadeiro Grün Moss, da Aeronáutica; e almirante Sílvio Heck, da Marinha - formaram uma junta militar que tentou impedir, sem sucesso, a posse de João Goulart, abrindo-se uma grave crise político-militar no país. A solução para o impasse foi a aprovação pelo Congresso, em 2 de setembro, de uma emenda à Carta de 1946, instaurando o regime parlamentarista de governo. João Goulart assumiu, então, a presidência em 7 de setembro de 1961.

 Segundo período presidencial

Em 2 de abril de 1964, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu mais uma vez, a presidência da República, por ocasião do golpe político-militar que depôs o presidente João Goulart. Apesar disso, o poder de fato passou a ser exercido por uma junta, autodenominada Comando Supremo da Revolução, composta pelo general Artur da Costa e Silva, almirante Augusto Rademaker Grünewald e o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo. O regime instaurado com o golpe de 1964 apresentava-se como uma intervenção militar de caráter provisório, que pretendia reinstalar a ordem social e retomar o crescimento econômico, contendo o avanço do comunismo e da corrupção.

 

Coronel João Batista de Lima Figueiredo

"Joãozinho Gomes"

João Batista de Lima Figueiredo (Joãozinho Gomes) foi figura política da história de Caconde, foi também proprietário durante muitos anos da Fazenda Itaiquara. Adquiriu a antiga Casa da Soledade e dou-a à Associação dos Estudantes Cacondenses, que a fez demolir e construir o atual Edifício Ranieri Mazzilli, com verbas do governo federal. No atual edifício, em 1951, foi fundada a Biblioteca Municipal e Casa do Estudante intitulada "Joãozinho Gomes".

Benedito de Almeida

 

O compositor Benedito de Almeida, mais conhecido por "Ditinho", foi durante muito anos músico e compositor na Banda Santa Cecília. Foi também gerente do jornal "A Sentinela".

Zélia Queiroz Ribeiro

A senhora Zélia Queiroz Ribeiro foi a primeira mulher eleita vereadora da Câmara Municipal em Caconde, na década de 60.

Benedito de Oliveira Santos

 

 O jornalista Benedito de Oliveira Santos, natural de Caconde, foi secretário da Câmara e secretário da Prefeitura, onde trabalhou por mais de 40 anos. Foi fundador da Sociedade Amigos da Cidade. Durante 18 anos exerceu o magistério. Foi correspondente da Folha de São Paulo, da Gazeta do Rio Pardo e de A Cidade, de Ribeirão Preto, tendo colaborado no jornal local Cidade de Caconde. Devido aos seus trabalhos assinala-se a instalação do telégrafo nacional, da estação radiotelegráfica da Rádio Patrulha, dos postos de saúde e de puericultura e da Casa da Lavoura, bem como a construção do edifício dos Correios e Telégrafos. Faleceu a 7 de março de 1972. Uma rua no centro e uma praça na entrada da cidade com o seu busto, receberam o seu nome.

Adriano Campanhole

 

Adriano Campanhole nasceu em Sales de Oliveira-SP e faleceu em São Paulo aos 11 de maio de 1998. Foi um jornalista, crítico, historiador e escritor. Ele acampou em Caconde, em plena Revolução,  como membro do Batalhão Anhanguera. O Batalhão depois de duras refregas foi recebido em Caconde com vivas e flores, a cidade havia sido evacuada nas vésperas pelas tropas ditatoriais que não resistiram ao ímpeto de ataque coordenado. Empreendeu por conta própria um diligente trabalho de pesquisa sobre a história de Caconde, publicando em 1947 a primeira edição de seu livro sobre a cidade, intitulado "Caconde" e em 1976 o seu segundo livro, intitulado "Memória da Cidade de Caconde", que é considerado a "suma" da história local. A 2 de junho de 1967, a Câmara Municipal concede-lhe o Título de Cidadão Cacondense, pelos inúmeros serviços prestados à Caconde. Era presidente da Câmara, Waldemar Carlos de Souza. O titulo foi entregue em sessão solene realizada no dia 21 de setembro de 1968.

Pintor Edmundo Migliaccio

 

Edmundo Francisco Nicodemo Migliaccio nasceu em Caconde, no dia 5 de dezembro de 1903 e faleceu em 25 de julho de1983, era filho dos italianos Domingos e Santa Migliaccio. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios e no Instituto Profissional em São Paulo, pintor de inúmeras telas dentre elas as três (O Crucificado, Nossa Senhora da Glória e a Imaculada Conceição, esta última, o pintor doou à Igreja Matriz de Caconde como oferta pessoal de cooperação nas obras de reforma da Igreja) que se encontram no interior da Basílica Santuário de Caconde, com destaque também a do Apóstolo São Paulo que figura na Câmara Municipal de São Paulo.

Edmundo Migliaccio é uma das maiores autoridades expressionistas da Humanidade. Deixou Caconde para buscar, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e na Escola Profissional do Brás, o aprimoramento artístico. Os esboços nasciam de sua notável capacidade criadora, até mesmo, nos momentos mais inusitados. "Na hora do almoço, por exemplo, as extremidades da toalha de mesa emprestavam vida a um preto velho meditando ou a uma cigana descortinando o futuro", lembra a artista plástica Eliana Migliaccio Mantovani. No ateliê da vida real, a nobre Josephina Luzzi pintava, no coração do esposo Migliaccio, cariciosos quadros de ternura. Pintou a tela "O Sertanista" para o Palácio dos Bandeirantes, na gestão Laudo Natel. Na mesma época, nascia "São Paulo Apóstolo", mais uma das criações de seu riquíssimo acervo sacro, que se encontra na Câmara Municipal de São Paulo.

 

Na década de 60, o renomado artista, recebeu no Salão de Belas Artes, a visita ilustre do então governador Reynaldo de Barros. Vale ressaltar que naquele mesmo espaço, dedicado as artes, foi condecorado, em 1938, com Menção Honrosa; Medalha de Bronze, em 1941; Pequena Medalha de Prata, em 1947; Grande Medalha de Prata, em 1962; Pequena Medalha de Ouro, em 1963.

 

Uma de suas mais famosas pinturas encontra-se exposta, na cidade de Chicago, Estados Unidos. Trata-se de um "Preto Velho" sentado à mesa; cachimbo à boca; vinho na taça; garrafão quase vazio. A cesta de taquaras recostada à parede do casebre e a moringa d'água; as beterrabas e os tomates próximos a uma bandeja de peixes, incorporam outro ângulo da monumental cena. A faca, na parte posterior direita da mesa, parece esperar a hábil mão do Preto Velho acostumada à arte de descascar legumes. Os olhos parados no vácuo refletem a imagem da alma tranquila.

 

O Dr. Hugo Mazzilli, médico e ex-prefeito de Caconde, encaminhou à Câmara Municipal de São Paulo um projeto solicitando a aprovação do nome do artista a uma praça da capital. Tércio Chagas, vereador, cuidou para que a proposição tivesse parecer favorável. Jânio da  Silva Quadros, na ocasião, respondia pela pasta de chefe do executivo paulista. Coube à ele a publicação do decreto legislativo no Diário Oficial do Estado. A partir dali, a quadra 083/AR, ladeada pelas avenidas Salim Farah Maluf e David Zeiger, na Mooca, passou a denominar-se Praça Edmundo Migliaccio.

 

Por proposição do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Caconde, Luís Henrique de Almeida (Almeidinha), uma das ruas do Jardim Santa Lúcia, passou a levar o nome do ilustre cacondense.

 

Dirce Migliaccio, sobrinha do pintor, atriz da Rede Globo de Televisão, recordou que aos 18 anos começou a aprender desenho e pintura. Seu professor não era ninguém menos que o próprio Migliaccio. "Na Europa e nos Estados Unidos, os estilos e as obras de vários mestres da pintura lembram Migliaccio", disse.

 

   - Dados gentilmente cedidos pelo jornalista Frank de Assis.

 

Paulo Cerqueira Luz

e

Maria Ruth Luz

 

Paulo Cerqueira Luz e Maria Ruth Luz foram os compositores do Hino à Caconde no ano de 1965. O Hino à Caconde foi oficializado pela lei municipal N.º 1483 de 1987.

Paulo nasceu em 10 de setembro de 1915 em Monte Santo-MG e faleceu em 19 de abril de 1978 em Tatuí-SP. Foi um grande compositor tendo composto vários hinos, inclusive o hino municipal de Tatuí junto com sua esposa. Ruth nasceu em 07 de dezembro de 1928 em Cesário lange-SP e faleceu em 31 de outubro de 2010 em Tatuí-SP. Ruth foi uma grande professora de artes e música.

 

Deputado Januário Manteli Neto

O Deputado Januário Manteli Neto foi o autor do projeto de lei n.º 2.001, de 1965, de Elevação de Caconde à Estância Climática.

Madre Calazansa

 

Madre Maria Calazansa Jedelhauser, superiora do Instituto Beatíssima Virgem Maria, foi uma alma de grande bondade e humildade, era muito querida pelos cacondenses. Nascida a 9 de novembro na Alemanha, professou os votos em 23 de abril de 1943. Chegou ao Brasil a 8 de dezembro de 1952 e em Caconde a 28 de dezembro de 1952. Faleceu santamente a 30 de dezembro de 1976,  na Santa Casa de Misericórdia, sendo sepultada no Cemitério de Caconde, no túmulo das irmãs do Instituto. Uma rua da cidade recebeu o seu nome.

Cônego Máximo Cid Vaquero

O Cônego Máximo Cid Vaquero nasceu em 8 de novembro de 1927, na cidade de Castromonte (Valladolid) Espanha. Filho de Agustín Cid e Felicíssima Vaquero. Foi batizado em 25 de novembro de 1927, na cidade de Castromonte pelo Pároco Don Sérgio Martin. Fez sua primeira comunhão em 30 de maio de 1935, na cidade de La Mudarra sendo Pároco Don Restituto Paniágua. Recebeu o sacramento do Crisma em 09 de fevereiro de 1936, na cidade de La Mudarra das mãos do Bispo de Valência Don Manuel Gonzalez. (Atualmente em processo de Beatificação). Entrou para o Seminário Claretiano em 24 de outubro de 1938 em Santo Domingo de la Calzada. Cursou Filosofia de julho de 1944 a julho de 1947 em Beire (Navarra). Foi pároco de Caconde de 17 de setembro de 1966 até 7 de agosto de 1977. Concluiu as obras de reforma da Igreja Matriz em 1975, da construção da Escola Catequética Imaculada Conceição (1975) e da nova Casa Paroquial (1968-1969). Em 8 dezembro de 1976, na ocasião de seu Jubileu de Prata sacerdotal, recebeu o título de Cônego Honorário. No dia 8 de julho de 1977, na ocasião do 26º aniversário de Ordenação Presbiteral recebe as insígnias de Cônego Comendador “Pro Ecclesia et Pontífice” em Celebração Eucarística presidida na Igreja Matriz por Dom Tomás Vaquero. Cônego Máximo faleceu em 16 de junho de 2009 em Mogi Guaçu-SP.

Madre Francisca Berger

 

A Madre Francisca Berger, religiosa do Instituto Beatíssima Virgem Maria, foi por muitos anos diretora do Catecismo Paroquial e exerceu inúmeros serviços pastorais e caritativos em Caconde. Ao falecer em 14 de fevereiro de 1985, Madre Francisca contava com mais de sessenta anos de serviço religioso. Foi sepultada no túmulo das irmãs no Cemitério Municipal.  Paroquial.

Irmã Laura Vieira

 

A Irmã Laura Vieira trabalhou muitos anos em Caconde, inicialmente como freira da Congregação de Nossa Senhora das Graças e responsável pelo Lar do Menino Jesus junto com outras irmãs. Com a saída das irmãs da Instituição, ela foi acolhida por Dom Tomás e ficou trabalhando em nossa Paróquia onde dirigiu por muitos anos o Catecismo Paroquial e realizou outras atividades paroquiais. Faleceu no dia 21 de setembro de 1989, foi sepultada na Capela do Cemitério Municipal.

Maestro Delcizo Poli

O Maestro Delcizo Poli era filho do imigrante italiano Francisco Poli e de Brasilina Nicolini, sendo avós do lado paterno Paolo Poli e Rosa Beani, naturais de Massarosa, província de Lucca Itália e os avós do lado materno, Guilhermo Nicolini e Maria Biondi.

Delcizo nasceu em Caconde, em 20 de agosto de 1918. Perdendo a mãe ainda criança (três anos) e com um pai de hábitos errantes, Delcizo foi criado com os avós, tendo sido obrigado a abandonar os estudos, ainda no curso primário, para trabalhar. Esse fator o levaria também, por diversas vezes e por curtos espaços de tempo, a tentar a vida em outras cidades. Esteve em São Paulo, Monte Santo de Minas e na região das cidades históricas de Minas Gerais.

Músico de grande talento e profunda sensibilidade, em tenra idade, Delcizo viria a fazer parte de conjuntos, bandas e orquestras por todas as cidades onde passava. Em Caconde, iria integrar e reger todas as Bandas, desde criança, ao lado de Mozart Candido de Araújo, Júlio Gião, Benedito de Almeida e outros. Em Monte Santo de Minas, junto com outros músicos do porte de José Tigani, viria a integrar um dos mais famosos Jazz Band da região, tendo nesta ocasião o pároco desta cidade, o incentivado com promessas de ajuda–lo inclusive, a ir estudar música no Conservatório de Milão, fato que acabou não sendo consumado. Também nesta cidade viria a conhecer e se casar com Diva Magalhães, de cujo casamento nasceram seus primeiros filhos:- Delvá, Delci, Francisco e Deise, todos cacondenses. Após anos de luta contra uma enfermidade, sua esposa, Diva, viria a falecer em 17 de agosto de 1967, deixando – o viúvo com quatro filhos. Em segundas núpcias, Delcizo casou – se com Gercyra Xavier de Souza, tendo com ele seu último filho, Daniel. Dentre as qualidades que Delcizo possuía, e ele as tinha em abundancia, destacava – se o seu amor a Caconde e ao seu povo. Esse amor é que o impedia de se fixar em outra cidade, ou até mesmo de se ausentar por muito tempo. Suas saídas desta cidade, mesmo a passeio, ou em visita aos filhos, eram sempre muito rápidas e ele sempre achava um pretexto para voltar o mais rápido possível para Caconde. Após quase meio século animando os Carnavais da cidade, como músico e maestro do seu conjunto “Delciso e Seus Malucos”, Delcizo teve de se afastar dos palcos por causa de uma cirurgia Cardíaca. A partir daí, ele queria passar os Carnavais, no litoral, longe de Caconde. Mas na verdade, não queria ficar longe de sua terra e sim não suportava a tristeza de não poder tocar mais, e isto o fazia procurar se ausentar naquelas ocasiões. No Carnaval de 1985 primeiro que ele deixou de participar após a cirurgia cardíaca, sendo que este seria o seu 46º carnaval a Diretoria do Cacondense Futebol Clube, prestou – lhe uma homenagem através de um Cartão de Prata que foi entregue ao seu filho Delvá, durante o baile de carnaval de 17 de fevereiro de 1985. Recebeu também nesta data uma homenagem da “Ordem dos Músicos” de São Paulo. Em 1979 recebeu o troféu Honra ao Mérito, da Secretaria de Esportes e Turismo do Governo do Estado de São Paulo, comemorativo aos seus quarenta anos de músico. Quanto ao povo de Caconde, este era para Delcizo como uma grande família, os mais velhos eram pais, os de igual idade seus irmãos, os mais novos seus filhos. Talvez ninguém tivesse tido na alma todo o espírito de uma cidade como tinha Delcizo. Em cada passo um amigo, em cada pessoa um irmão. Sempre disposto a colaborar com a cidade, apesar de sempre viver em dificuldades financeiras, Delcizo viria a participar de clubes e entidades, direta ou indiretamente. Foi professor de música, voluntário (em casa, no Lar do Menino Jesus e na Casa da Cultura de Caconde), maçom, colaborador de quase todas as entidades assistenciais da cidade. Delcizo Poli faleceu em 16 de Maio de 1990. Foram quase setenta e dois anos de vida e de luta na orfandade, a luta contra a doença da primeira esposa, a luta para criar e educar os filhos (todos formados, em Direito, Química, Engenharia Agronômica, Engenharia Eletrônica e Filosofia). A luta de quem nasceu, viveu e morreu em Caconde. A luta de quem amava a vida e sua cidade. Foram para ele também os últimos acordes da Banda que, com tanto amor e tanta resignação, ele conseguiria criar e reger por tanto tempo. Foi preciso um grande poeta (Fernando Pessoa) para dizer o que Delcizo pensava da vida e de Caconde: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Mas o que ressaltou em Delcizo é que ele foi pai e amigo. Grande pai, grande amigo e um grande cacondense. 

 

- Dados enviados gentilmente pelo Sr. Delvá Poli.

 

Doutor Sebastião Ribeiro do Valle

 

O Dr. Sebastião Ribeiro do Valle nasceu em Guaxupé, aos 11 de setembro de 1905, de tradicional família de lavradores cafeístas do sul de Minas. Fez seus estudos ginasiais bacharelando-se pelo Colégio Arquidiocesano de São Paulo (1920-1926). Logo a seguir ingressou na Faculdade Nacional de Medicina, da Praia Vermelha, por onde se formou em 1932. Orientado de início para a Pediatria clinicou em Guaxupé-MG, Juruaia-MG e Caconde e nessa cidade passou a Clínica Geral como médico da zona rural, amigo de seus doentes e cumpridor de seus deveres profissionais. Trabalhou como médico chefe do Centro de Saúde de Caconde, da Secretaria de Saúde e Assistência Social do Estado de São Paulo. Foi casado com Margarida Ribeiro do Valle, a 9 de novembro de 1933. Concordato e bom, amigo de todas as horas, com gênio expansivo de "pescador apaixonado", o Dr. Sebastião, apesar de hipertenso e com dificuldades circulatórias, trabalhou com dedicação até o dia de seu repentino falecimento. Faleceu no dia 21 de junho de 1974 em Caconde e foi sepultado no Cemitério Municipal (antigo). O Centro de Saúde de Caconde recebeu o seu nome.

 

    - Dados gentilmente cedidos por Nina Rosa Ribeiro do Valle Donabella.

 

Professor Heitor de Almeida Ribeiro

O Professor Heitor de Almeida Ribeiro, conhecido carinhosamente por "Heitorzinho", nasceu em Caconde, no dia 04 de setembro de 1925 e faleceu na mesma cidade no dia 13 de julho de 1997. Era filho de Heitor Ribeiro e Maria Augusta de Almeida Ribeiro, os quais foram doadores da construção do Asilo Cel. Gustavo Ribeiro.Foi casado com Rita Therezinha Ribeiro, com a qual teve três filhos: Heitor Ribeiro Neto, Dirceu Ribeiro e Nestor Ribeiro Neto, todos estabelecidos em Caconde.

 

Iniciou seus estudos no  Grupo Escolar Dr. Cândido Lobo e fez o ginasial e colegial no Liceu Eduardo Prado e Colégio São Bento em São Paulo e no colégio Santista na cidade de Santos. Formou-se para Contador na Escola Técnica de Comércio Moura Lacerda de Ribeirão Preto e  para Cirurgião Dentista  pela Faculdade de Farmácia e Odontologia de Ribeirão Preto. Após concluir a faculdade, retornou para Caconde, no início do ano de 1952,   passando a trabalhar como dentista. Foi obrigado a abandonar a profissão de dentista, a qual obtinha sucesso, em razão de alergia causada pela saliva e sangue. Até hoje, há pessoas que elogiam o tratamento dentário por ele realizado. Em 01 de junho de 1956,  iniciou-se no magistério, sendo  professor das matérias de Biologia e Ciências do Colégio e Escola Normal Prof. Fernando Magalhães, tendo lecionado também física e química.  Era habilitado nas disciplinas de Ciências Naturais e História Natural. Aposentou-se em 04 de agosto de 1983. Como Professor, tinha o respeito e a admiração de seus alunos, pela maneira séria de ministrar aulas e ao mesmo tempo era brincalhão, permitindo maior aproximação do aluno com o professor. Dedicou-se grande parte de seu tempo a eles. Recebeu várias homenagens de seus alunos, sendo patrono e paraninfo de várias turmas. Em maio de 1971, recebeu  o Diploma e Medalha de Honra ao mérito como o “Melhor Professor de 1970”.  Em  dezembro de 1990, em evento dedicado aos educadores  recebeu  placa “Ao Mestre com Carinho”, pelos relevantes serviços prestados à educação. Em 08 de dezembro de 1977 recebeu o Troféu Terra “Benedito de Oliveira Santos” pelos relevantes serviços prestados na área educacional e à coletividade cacondense. Visando interagir a teoria com a prática, o Professor Heitor fundou, no colégio Prof. Fernando Magalhães, o “Clube de Biologia Prof. Pardal”, construindo sede e como orientador, ensinou aos alunos na prática, as matérias lecionadas (Biologia e Ciências) realizando experiências práticas com diversos  animais.  O clube Prof. Pardal iniciou suas atividades em 1968 e perdurou até 1975, quando foi transferido para administração da escola. Até hoje, ouve-se de seus ex-alunos elogios ao trabalho sério desenvolvido por ele nas salas de aulas  e que facilitaram a eles a continuidade de seus estudos. É bom destacar aqui, palavra do Prof. de Biologia Leôncio Benedito de Souza, publicado no jornal Notícias de Caconde, em 10 de maio de 1998: “É preciso ressaltar que os vastos conhecimentos de Biologia ostentados pelo Prof. Heitor Ribeiro, nas salas de aula da EEPSG "Prof. Fernando Magalhães", em Caconde-SP, foram decisivos no desenvolvimento das potencialidades do futuro professor”. Através do Clube de Biologia Prof. Pardal e graças ao relacionamento que tinha com o Ministro da Marinha,  Heitorzinho levou seis alunos em uma excursão, em dezembro de 1969,  na Ilha da Trindade, distante 3 dias de viagem de navio da costa do Rio de Janeiro, onde até então somente a marinha do Brasil tinha acesso. 

   

Além de sua atividade profissional, Prof. Heitor, participou ativamente da comunidade, como membro de instituições, jornalista, político e agricultor. Nos anos  de 1956/1959, editou o jornal “Cidade de Caconde”. Foi correspondente do jornal “O Estado de São Paulo”. Colaborador do jornal “Gazeta de Caconde”. Foi por diversas  vezes Presidente e membro da Diretoria do Asilo Cel. Gustavo Ribeiro, onde imprimiu novos métodos de administração e melhoramentos, aumentando o patrimônio da instituição. Construiu mais de 16 quartos,  caixa de água e rede de abastecimento; barracão e barracas de alvenaria  para realização de festas juninas, que ficaram famosas  por trazer cantores famosos da época como Tonico e Tinoco. Construiu casas ao lado do asilo para casais carentes e duas casas na cidade para locação. Implantou horta, pomar, galinheiro e jardim, para servirem de terapia aos asilados, abastecimento da cozinha  e renda da instituição.  Instituiu também o prato de sopa servido diariamente para mais de 60 pessoas em situação de extrema necessidade. Foi Presidente e membro da Diretoria do Cacondense Futebol Clube, em várias oportunidades e como Presidente executou diversas obras e realizou diversos eventos, dotando-o de sede social e executando melhoramentos  na sede esportiva. Como Político, foi Presidente da extinta União Democrática Nacional - UDN. Vereador por duas legislaturas, (01/01/1960 a 31/01/1964 e de 01/02/1964 a 31/01/1969)  ocupando a Vice-Presidência no ano de 1960 e a Presidência da Câmara Municipal no ano de 1961. Como Vereador, propugnou sempre e com veemência pela moralidade administrativa.  Somente no primeiro mandato, apresentou 50 projetos de lei, 120 requerimentos e indicações, 80 emendas a projetos, inúmeros pareceres, o que permitiu o povo  conquistar maior prazo para pagamento do calçamento, reduzir o imposto territorial rural, construção de escolas, pontes, depósito de água, etc. Em 1982, foi candidato a Prefeito pelo MDB. Foi assessor técnico da Prefeitura, por dois anos,   sem receber qualquer remuneração, quando era prefeito o Prof. Edgard Tortorelli Nogueira, (1977/1982).

   

Dedicava-se em suas horas de folga e após a sua aposentadoria a agricultura e pecuária, tendo como hobby cuidar de animais e aves em seu sítio. Era uma pessoa muito culta, que tinha também como hobby a leitura, principalmente a científica. As atividades desenvolvidas pelo Prof. Dr. Heitor de Almeida Ribeiro, em benefício da sociedade cacondense, aliada aos princípios que sempre nortearam sua vida, ou sejam: dedicação à família, honestidade, honradez, seriedade, capacidade, fibra e demais atributos, o fizeram merecedor de homenagens póstuma,  emprestando o seu nome ao - NOVO TERMINAL RODOVIÁRIO  e a BIBLIOTECA da Escola Fernando Magalhães. A diretoria do Asilo Cel. Gustavo Ribeiro, prestou-lhe homenagem, afixando uma placa em sua homenagem.

 

- Dados enviados gentilmente pela Família Ribeiro.

 

Sacristão Manoel dos Santos

 

 Manoel dos Santos nasceu em Casa Branca, aos 03 de fevereiro de 1927,  era filho de Urbano dos Santos e de Francisca Laurentina dos Santos. Foi Ministro da Eucaristia na Paróquia, responsável pela Capela de Nossa Senhora Aparecida. Fez Curso de Teologia para leigos em São João da Boa Vista. Preparou-se para o Diaconato permanente, mas não chegou a ser ordenado. Era membro da Legião de Maria e pertenceu à Primeira Comunidade Neocatecumenal desde seu início em 1975.  Permaneceu a serviço da Paróquia como Sacristão desde o dia 01 de outubro de 1942, ainda menino, trazido por Padre Luiz Eclli de Casa Branca, até o dia 28 de Agosto de1995, quando veio a falecer. Foi sapateiro apreendendo o ofício com Pedro Cantarelli e chegou a abrir sua própria sapataria onde exerceu sua profissão até os seus últimos dias. Foi sacristão durante 52 anos em nossa Paróquia. Manoel conservava muitas fotos antigas de Caconde e colecionava documentos antigos e recortes de jornais de bastante utilidade para a história local.

José Orrico

José Orrico era filho de imigrantes italianos, nasceu em Caconde, no dia 12 de junho de 1924. Casou-se no dia 1 de outubro de 1942 com Dora de Souza Orrico, com quem teve quatro filhos. Cursou até o 3º ano no Grupo Escolar Dr. Cândido Lobo, recebendo depois aulas em particular. Trabalhou durante oito anos para o seu pai na conservação da estrada de rodagem que liga Caconde a Itaiquara. Aprendeu o ofício de mecânico de automóvel. Em 1948 com os irmãos Orlando e Vicente Orrico, criou uma linha de ônibus ligando Caconde a São José do Rio Pardo, passando pela Fazenda Fortaleza. Em 1957 adquiriu a linha de ônibus que ligava Muzambinho a São Paulo. Na década de 60, formou-se uma pequena Empresa que, já estabelecida, passou a adquirir outras linhas de ônibus, ligando Caconde a Mococa, Caconde a Poços de Caldas, Caconde a São João da Boa Vista e Caconde a Campinas. Esta Empresa foi administrada por José Orrico por mais de vinte anos. Foi vereador de 1952 a 1955; vice-prefeito de 1956 a 1959; prefeito de 1960 a 1963; vereador (2º mandato) de 1964 a 1968; e prefeito (2º mandato) de 1969 a 1972. De seus principais feitos na política de Caconde ressaltam-se: o calçamento e infla estrutura de rede de esgotos da cidade em 1960; construção do Mercado Municipal; construção do parque infantil na Praça Cel. Gustavo Ribeiro; construção da imagem do Cristo Redentor no bairro do Redentor; construção da fonte luminosa na Praça da Matriz; iluminação da cidade com lâmpadas a vapor de mercúrio; construção de três escolas maternais; construção de escolas na zona rural; instituição do Brasão de Armas da cidade. Homem perspicaz, trabalhou sempre com honestidade e desprendimento em favor de sua cidade. Faleceu em Caconde, no dia 14 de janeiro de 2003. O seu sepultamento foi acompanhado de grande número de cidadãos que prestigiavam sua personalidade.

 

 - Dados cedidos gentilmente pela Família Orrico.

 

Waldemar Carlos de Souza

   Waldemar Carlos de Souza foi um poeta, escritor e personagem política cacondense. Nascido em 21 de outubro de 1912 e falecido em 26 de maio de 1992, possuidor de grande cultura, tão vasta quanto sua biblioteca, Waldemar Carlos foi um autodidata. Estudou algum tempo em São Paulo, na Escola Álvares Penteado. Não chegou, contudo, a formar-se, porque o pai o chamou de volta a Caconde, para trabalhar consigo no cartório – o qual acabou sendo seu, como herança de filho mais velho. Não lhe fez falta “ter” o diploma, porque conseguiu “ser” o diploma: "Para que o mundo seja mais humano e mais justo, é preciso optar pelo homem. Isto significa que, para se alcançar uma vida digna do homem, não é possível apenas limitar-se a “ter mais”, mas é preciso, sobretudo, aspirar a “ser mais”" – está escrito em seus inéditos.

    

Comprometido com Caconde,  dedicou-se à vida pública. Foi vereador por 6 mandatos em 25 anos; 6 vezes Presidente da Câmara Municipal;  manteve ligação estreita com a Biblioteca "Joãozinho Gomes"; foi membro fundador da Bolsa de Estudos, que ajudou muitos jovens a estudarem fora e a formarem-se; fez parte da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Caconde,  provedor nos anos 1991/1992. Idealizou o Projeto de Lei que criou o Brasão de Armas da Cidade de Caconde, tendo, para concretizá-lo, trocado correspondência e visitas com o poeta, intelectual e heraldista Guilherme de Almeida. Em carta, esclareceu-lhe o poeta campineiro: "Caro amigo Waldemar: [...] Fiquei agradavelmente surpreendido ante as sugestões, que V. me manda, para o lema: coincidem elas, em linha geral, com o dístico por mim composto: “AEQUE AURUM AURA”. Pessoas a quem submeti esse mote heráldico – latinistas todos, e padres... fizeram-me os mais exagerados elogios." Na década de 60 ingressou no Rotary Club de Caconde. Excelente orador, por várias vezes foi diretor do protocolo. Foi  por duas vezes presidente do Clube, tendo sido eleito Governador do Distrito Rotário 4590 entre 1978/ 1979, além de  representante do distrito no Rotary Internacional  nos  Estados Unidos.

 

Em 1996  foi dado seu nome  ao prédio que abriga a  Câmara Municipal de Caconde.

 

Obras literárias: 

 

      Poema da Vitória - Poema, 1945

      Mão e Memória - Poemas,1954

      Lua de Mel e outras Luas - Contos, Editora Martins, 1971

      Rosa Caramujo e a Viagem - Contos, edição póstuma, 1997.

 

      - Dados enviados gentilmente por Luciana Nigro.

 

Roque Ozório Monteiro

Roque Ozório Monteiro, pai do jornalista Frank de Assis, nasceu no distrito mineiro de Palmeiral, o dia 15 de junho de 1934 e faleceu no dia 13 de dezembro de 2000.

 

Veio para a Estância Climática de Caconde ainda bebê. Morou na Fazenda Limeira, na Chácara "João Remédio", no bairro Bom Sucesso e, finalmente, na cidade a quem amou tanto quanto sua terra natal. Era filho de Maria José dos Santos e de Ozório Vieira Monteiro. Aos sete anos de idade inicia seu labor junto ao pai, na roça, cooperando com o modesto orçamento do do lar. Não havia completado ainda os 13 anos de idade quando perdeu o pai. Responsável, sempre procurou ajudar sua querida mãe no sustento, educação e formação dos irmãos: Avelino Ozório Monteiro, Maria de Lourdes Monteiro da Silva (falecidos), Otília Vieira e Olímpio Vieira Sobrinho. Ergueu duas casas, no Bairro Menino Jesus. Na primeira, morou até seu falecimento; a segunda (onde funcionou o Núcleo da Legião da Boa Vontade por vários anos) é, atualmente, a sede do jornal "NOTÍCIAS" de propriedade de seu filho Frank de Assis.  Casou na Igreja Matriz de Caconde, em 11/10/1958,  com Paulina Roza da Conceição. Na década de 60 foi contratado pela Construtora "Camargo Correia", onde trabalhou por vários anos. Posteriormente, prestou relevantes serviços para a antiga CESP- Companhia Energética de São Paulo, dentro da complexidade latente no projeto de construção da barragem. Durante o tempo em que trabalhou na CESP deu provas de sua eficiência na arte de construir.  Competência e profissionalismo nunca lhe faltaram. Atuou de março de 1955 a julho de 1957, na remodelação do Santuário Imaculada Conceição de Caconde, dentro do estilo românico, idealizado pelo arquiteto e engenheiro, Dr. Bruno Simões Magro. Fazia parte da equipe de profissionais capitaneada pelo construtor Pedro Poli. Sua brilhante atuação, mais tarde, lhe renderia o título de "profissional destaque". Em 6 de dezembro de 1968 foi admitido para o quadro de servidores públicos municipais na função de pedreiro-chefe. Era prefeito, na época, o saudoso advogado Dr. Nilson Cassiano Dias. No ciclo governamental, Nilson Dias-José Orrico-Reinaldo Maringolli-Edgard Nogueira-Lourival Faria, trabalhou no erguimento de vários edifícios: Escola "Prof. Fernando Magalhães"; Fórum "Dr. Antonio de Queiroz Filho", Edifício "Ranieri Mazzilli"; Ginásio Municipal de Esportes "Marcelo Ribeiro"; Terminal Rodoviário; praças "Benedito de Oliveira Santos" e "João Lindório de Faria"; escolas dos bairros: Rosseto, Della Torre, Morro Alto, Conceição, São Matheus, Faisqueira, Santa Quitéria etc.; projetou o sistema de jazigo-gavetas do Cemitério Municipal. Na gestão Dr. Lourival Lindório de Faria deu inequívocas provas de seu talento profissional. Acompanhou de perto e foi o principal responsável pela restauração do Paço Municipal "Miguel da Silva Teixeira" quando ninguém acreditava em tal façanha. Zelou para que o estilo italiano do prédio, como determinou o Prefeito Lourival, não sofresse nenhuma alteração. E o que era apenas ruínas está, hoje, catalogado no rol dos principais e mais belos "cartões postais da cidade''. Sua atuação e empenho na reforma e adequação do prédio valeram-lhe o troféu "Profissional Padrão", numa homenagem do governo Lourival Lindório de Faria. Promovido a agente administrativo, na área de inspeção de alunos, na Escola "Prof. Fernando Magalhães", logo conquistou a simpatia de alunos, funcionários, professores e diretores. Tão logo aposentou-se, por tempo de serviço, foi recebido no gabinete do ex-prefeito, Dr. João Paulo Muniz, para justa homenagem. Na oportunidade recebeu "Cartão de Prata" com a inscrição: "A sua colaboração de 27 anos é uma vitória; a sua experiência é um acervo que nos enriquece. Dedicamos-lhe a nossa gratidão e sincera amizade. Em nome da Administração Municipal de Caconde, aceite um forte abraço. Março de 1996. Dr. João Paulo Muniz. Prefeito Municipal". Trabalhou até  falecer, depois de 3 anos e 7 dias, vitimado por derrame cerebral. Roque Ozório Monteiro também construiu uma pequena casa, na Rua Pio XII, 58, Menino Jesus, onde  passou a LBV (Legião da Boa Vontade) a funcionar na década de 70. Roque Ozório Monteiro foi lembrado com Moção de Pesar n.º 002/2001, por proposição do vereador João Fernando Orrico Cantarelli Junior (Juninho Cantarelli), que a Câmara Municipal de Caconde aprovou, por unanimidade.

 

-  Dados cedidos gentilmente pelo jornalista Frank de Assis, filho do Sr. Roque Ozório Monteiro.

 

Jornalista Deuselindo Ramos

 

 O jornalista Deuselindo Ramos nasceu em 25 de janeiro de 1966, em Tapiratiba -SP, era filho de Divino Ramos e de Jovita Bárbara de Jesus Ramos. Nascido em Tapiratiba-SP, Deuselindo foi criado em Caconde, junto de sua família. E em Caconde, passou a maior parte de sua vida. Vindo de família humilde, Deuselindo era um esforçado estudante e sua inteligência e dedicação fizeram dele um dos maiores jornalistas da região. Trabalhou como carteiro, foi assessor de imprensa do ex-prefeito de Caconde Prof. Edgar Tortorelli Nogueira. Escreveu para vários jornais de Caconde e região. Fundou em 28 de maio de 1993, em Guaxupé, MG, juntamente com sua sócia Paulina Zampar um jornal chamado "Jornal da Região" um dos maiores em circulação no sul de Minas. Foi correspondente de "O Estado de São Paulo" e outros grandes veículos de comunicação como a Rádio Cidade Livre FM de São José do Rio Pardo-SP. Deuselindo era casado com Nivalda Ferreira da Silva Ramos, com que teve uma filha, Ana Stefani da Silva Ramos. Já há algum tempo enfermo, faleceu na madrugada de 3 de junho, à 1h15m, em Guaxupé, onde residia com a família. Seu corpo foi transladado para Caconde, onde foi sepultado no mesmo dia, às 15h00m, no Cemitério Parque dos Ipês. No último editorial que fez antes de sua morte dizia: "Um jornal se faz com o coração, estando doente ou não".

Onofre Cláudio

"Djalma"

O senhor Onofre Cláudio (1942-2004) , conhecido como "Djalma", destacou-se em Caconde, pelos relevantes serviços por ele prestados à nossa cultura como carnavalesco, "congadeiro" e "bastião" de folias de reis. Sempre foi um tremendo lutador que fez da vida um estandarte à  grandeza d'alma e nobreza de coração, honrando a sua raça não apenas pelo cérebro privilegiado, mas pela luta em prol da preservação dos nossos costumes, tradições e raízes. Além de excelente jogador, desenvolveu notável trabalho no campo esportivo na pasta de treinador: gerações e gerações aprenderam a jogar futebol com ele e a não se envolver com bebidas alcoólicas, drogas e violência. "Vejo o futebol como um poderoso instrumento de valorização da vida e de transformação social", disse em entrevista ao jornal Notícias de Caconde, de propriedade do jornalista Frank de Assis. Em dezembro de 1995, pelos relevantes serviços prestados à comunidade no aspecto folclórico e no âmbito esportivo, a Câmara de Caconde, sob a presidência do vereador Luís Henrique de Almeida (Almeidinha), outorgou-lhe o Diploma de Mérito Comunitário; em 1997, o prefeito Antonio Carlos de Faria, reconhecendo sua luta em prol do esporte, homenageou-lhe com troféu honra ao mérito e cartão de prata. Eis os dizeres grafados no cartão de prata: "A Prefeitura Municipal de Caconde presta homenagem ao sr. Onofre Cláudio (Djalma) pelos serviços prestados ao esporte cacondense, em nome das muitas gerações de crianças e jovens que gozaram do privilégio de tê-lo como treinador. Caconde, dezembro de 1997. Antonio Carlos de Faria. Prefeito Municipal". Djalma faleceu às 8h15min do 20 de março de 2004 e foi sepultado, no Cemitério Velho, às 18 horas do dia seguinte. Simples, humilde e grande em suas ações conquistou o coração do povo. Crianças e adultos choraram em volta do esquife. Muita gente mesmo em seu velório. A Capela de Santos Reis, onde foi velado, ficou pequena para tanta gente. Entre as muitas homenagens destacaram-se as apresentações de folias de reis e congada. Acompanharam o cortejo, autoridades, vereadores, professores e grande número do povo. Em seu velório houve manifestações de fé por parte da Igreja Católica, dos congadeiros devotos do Espírito Santo, dos anjos guardiões e dos foliões seguidores dos Três Reis Santos, que prestaram suas homenagens ao grande incentivador e mestre. Também a Legião da Boa Vontade fez vibrar, na Capela de Santos Reis, uma mensagem inspirada no ensinamento de Paiva Netto de que: "o grande segredo da vida é: amando a vida, saber preparar-se para a morte ou Vida Eterna". O cortejo fúnebre seguiu pelas ruas Tupinambás e Dr. Pedro de Toledo. Houve gente até nas calçadas. Pessoas saíram nas janelas, portas e terraços para dar seu último adeus a Djalma. À frente do caixão, duas bandeiras - a da Congada e a de Santos Reis - eram carregadas pelos amigos - um tributo a quem deu a vida pelo folclore. Por proposição dos vereador João Paulo Ferreira, os demais parlamentares aprovaram, por unanimidade, a Moção de Pesar nº. 010/2004, de sua autoria, dirigida à família enlutada, ressaltando que Djalma foi um exemplo de cidadão, excelente irmão e amigo fiel de todos aqueles que com que ele conviveram.

 

- Dados cedidos gentilmente pelo jornalista Frank de Assis

 

 

 

 

 

 

 

 

        O nosso objetivo ao realizar esse quadro de personagens históricas e ilustres é o de render culto àqueles que se destacaram por sua capacidade, esforço, benemerência e que deixaram às gerações presente e futura o grande exemplo de vida percorrido sobre o seio desta terra mater. Ressaltamos que este quadro não está completo e que estamos fazendo pesquisas e coletando dados para completá-lo. Muitos dos dados aqui dispostos foram extraídos do Livro Memória da Cidade de Caconde, de Adriano Campanhole; e outros gentilmente cedidos por familiares dos homenageados.

        Colocamos o nosso email à disposição daqueles que possam nos ajudar, enviando-nos históricos e outras informações úteis:

par-imaculada@uol.com.br

        A disposição destes e de outros personagens seguirão sempre os critérios que estabelecemos para a elaboração deste quadro. Esperamos que através dele os cacondenses reconheçam os seus heróis e se projetem na construção de uma sociedade fundamentada sobre verdadeiros valores humanos.       

Organizado por Ricardo Ramos.      

 

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