Comentário ao livro “Caconde”,

de Adriano Campanhole, publicado em 1947.

 

Depois de ter digitalizado o livro “Memória da Cidade de Caconde”, agora conseguimos digitalizar o livro “Caconde”, ambos do historiador Adriano Campanhole.

Este livro “Caconde” é a síntese da história da cidade. Todavia, quando publicado em 1947, as pesquisas de Campanhole ainda não estavam totalmente concluídas e vários documentos sobre a história de Caconde, até então desaparecidos, não permitiram que o seu trabalho fosse de plena satisfação.

Na Introdução deste livro, Campanhole fala da “Poliantéia” do Comendador Umbelino, e diz que esta não era suficiente no relato da história de Caconde justamente por pecar muitas vezes pela dispersão e falta de citações verídicas. Contudo, Campanhole a contempla como um “útil repositório de informações” e chega a dizer no texto do livro que graças ao Comendador Umbelino, muitos dos documentos importantes para a história de Caconde não se perderam definitivamente.

Foi para dar à nossa história conteúdo veraz e sólido que Campanhole empreendeu as pesquisas deste primeiro trabalho. Esperava-se “que um filho de Caconde”, desse impulso de continuidade a esta síntese de 1947, porém, tendo sido nula esta expectativa, foi o próprio Campanhole quem a fez e financiou as pesquisas com seus recursos pessoais.

Hoje, temos este livro “Memória da Cidade de Caconde”, que muito mais do que uma simples cronologia é o registro da memória do nosso povo e um mérito que devemos a Campanhole.

Foi sem dúvida, o seu amor por Caconde - cidade que o acolheu ainda quando era um membro do Batalhão “Anhanguera” durante a Revolução Constitucionalista de 1932 – que o fez trabalhar ainda mais proficuamente na composição do segundo livro e redescobrir “no pós dos arquivos e cartórios” [1] os documentos que firmariam a historicidade de Caconde através dos tempos. E quão preciosos são estes documentos que nos permitiram conhecer o surgimento e o desenvolver de nossa história, bem como estabelecer as datas corretas dos principais fatos e acontecimentos!

Dizendo isto, resta-nos ainda ressaltar que Campanhole num gesto singular doou todos os exemplares deste primeiro livro para a Igreja Matriz de Caconde.

Concluímos com suas próprias palavras o significado deste livro para ele e para Caconde, eis o fecho de sua introdução:

 

 “Oferecendo este livro à Caconde, como testemunho de nossa admiração pela velha cidade de Nossa Senhora da Conceição, estamos certos de que ele realiza inteiramente o nosso desejo de contribuir para o conhecimento de sua história, tão estritamente ligada a um dos capítulos mais movimentados e brilhantes da história de São Paulo – o da conquista da terra”.

 


                  [1] - Comendador Umbelino Fernandes, “Polyanthéa”, jornal A Sentinela, dezembro de 1924.

 

Voltar